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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CARLOS

Carlos tinha sido abusado sexualmente pelo irmão mais velho dos 8 aos 12 anos. Sabia que se tratava de abuso sexual. Aos 12 anos, Carlos conheceu um homem mais velho que lhe ofereceu dinheiro para acompanhá-lo até seu quarto de hotel. Carlos concordou. Depois de tê-lo violentado brutalmente, o homem se mostrou muito amável, abraçando e afagando o menino e dando-lhe bastante atenção. Carlos adorou esse aspecto do encontro e sentiu que isso, mais que o dinheiro, fora sua recompensa por ter deixado o homem violentá-lo. Esse foi o início da carreira de Carlos como garoto de programa e prostituto. Durante os 25 aos como profissional do sexo, seu estímulo foi mais o afeto do que o dinheiro que recebia.
Além disso, a violência que acompanhou o primeiro contato sexual por dinheiro ficou misturada como amor e o afeto que recebia depois. Isso significava que o Carlos poderia sempre participar de atividades sexuais de extremo sadomasoquismo, em que apanhava muito, era chicoteado e violentado antes de ser abraçado e conseguir ter orgasmos. Quando começou a terapia, Carlos estava certo de que sua primeira experiência como garoto de programa não tinha sido um caso de abuso sexual em crianças, porque ele consentira em trocar sexo violento por afeto.


ABUSO SEXUAL EM CRIANÇAS
CHRISTIANE SANDERSON


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