Nossas Histórias

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Depoimento da Ângela Chaves

'Estava presa naquilo', diz mulher que relata 10 anos de abusos em livro

"Uma noite ele me deu um beijo na boca, perto da mãe, que estava cozinhando. Ela estava de costas. Isso eu sei que ela não viu. Fiquei paralisada, com nojo e com medo". O relato está presente no livro "Lágrimas de Silêncio", lançado pela escritora Ângela Chaves. Aos 49 anos, casada e mãe de cinco filhos, a estudante de sociologia conta a história de horror que viveu dos 7 aos 17 anos, quando foi constantemente abusada pelo pai e pelo irmão mais velho.

A pedofilia é mais comum do que se imagina. A cada dia são 11 novos casos de menores vítimas de crimes sexuais no Rio Grande do Sul. Infância roubada geralmente por alguém muito próximo. Em 90% dos casos de abuso, um familiar, vizinho ou amigo está envolvido. Nos quatro primeiros meses do ano, 1,2 mil crianças e adolescentes foram vítimas no estado, como mostra a reportagem do Bom Dia Rio Grande, da RBS TV (veja o vídeo).

A escritora conta que o pai era violento. Ele a fazia ingerir bebidas alcoólicas até ficar embriagada e a obrigava a ter relações sexuais com ele. "Eu chorava, eu apanhava, eu tentava gritar. Ele me batia muito", relata. Por isso, seu objetivo com o livro é alertar para um perigo real e que pode passar despercebido. "Eu tive que ir aceitando o que a vida ia me dando sem poder escolher. Então eu não quero que outras meninas passem por isso", reforça.

Em meio a esta triste história, a mãe de Ângela se omitiu. Assim, aos 15 anos ela teve uma filha do pai e, aos 17, outra do irmão. Sua única saída foi fugir de casa. Quando conseguiu, não teve amparo e precisou se prostituir. "Eu já me perguntei isso, por que eu não tive força pra reagir. Eu estava presa naquilo ali", desabafa.
Ângela acredita que os estragos causados pelo horror que enfrentou são permanentes. Ela faz tratamento psiquiátrico há oito anos para combater a fragilidade emocional e se reestruturar. "Eu estou reconstruindo minha vida. Já faz tempo que eu venho juntando os cacos", comenta. Depois de escrever o livro, passou a dar palestras para ajudar outras vítimas de abuso sexual.

Psicóloga descreve sinais da pedofilia
Crianças e adolescentes que são vítimas de abusos sexuais geralmente sofrem em silêncio. Para a psicóloga Suzana Braun, é importante que os pais fiquem atentos a sintomas na rotina e no comportamento dos filhos. "Pesadelos à noite, baixo rendimento na escola, não querer ficar sob o cuidado de outras pessoas podem ser sinais", exemplifica.


Os abusadores geralmente sofrem de um transtorno sexual, chamado parafilia, e não param no primeiro ataque. Na maioria das vezes, os casos levam de 6 a 10 anos para serem descobertos.

A psicóloga alerta para os mitos existentes em torno da violência sexual. "Se diz que criança mente, que criança inventa, que criança fantasia", pontua. Suzana defende a necessidade de se criar um olhar de diagnóstico. O primeiro passo seria acreditar nas crianças e então buscar as informações necessárias para responsabilizar ou não o suposto agressor.

Como denunciar o abuso sexual
Hoje, o Rio Grande do Sul conta com 16 delegacias especializadas no atendimento à criança e ao adolescente. As denúncias também podem ser feitas pelo serviço Disque Denúncia Nacional, o Disque 100.


http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questoes-de-genero/265-generos-em-noticias/19095-estava-presa-naquilo-diz-mulher-que-relata-10-anos-de-abusos-em-livro


terça-feira, 4 de junho de 2013

Depoimento da Flávia...

Vou contar minha historia fui internada aos 3 anos em um colégio interno logo que sai da creche e fui pra ala das meninas grandes lá mesmo já começou o abuso, fui abusada por meninas e meninos, quando contei as tias o que estava acontecendo levei uma surra que quase morri, aos 8 anos minha mãe me tirou do colégio e me levou pra casa onde tinha meu padrasto que me criava desde dos seis meses de vida, com nove anos minha mãe saiu pra trabalhar e ele abusou de mim, esse abuso durou ate meus 28 anos pois eu não tinha coragem de contar pra minha mãe que quando eu era pequena o marido dela, os dois filhos dele mas o sobrinho abusava de mim, apanhei tanto no colégio interno que morria de medo da minha mãe me bater, aos 16 anos engravidei pra sair de casa ate um certo tempo meu padrasto não fez mas, mas tinha um problema ele me dominava. Mandava em mim, ele tinha um poder sobre mim eu não conseguia negar pois isso sempre aconteceu, ate que com 70 anos ele ficou muito doente, meu filho morava com o pai, eu já estava separada, e ele quase que me obrigou a cuidar dele, me fez fazer curso de enfermagem, eu não dormia noite e dia com ele em hospitais e ai se eu negasse, ele morreu a dois anos, hoje sofro de depressão, tentei por varias vezes me matar por ser tão permissiva, desenvolvi um transtorno de personalidade Boderline, nenhuma de minhas relações davam certo pois por qualquer coisa eu quebrava a casa na cabeça dos meus namorados, ate que fiquei obcecada pelo meu ultimo marido ele não confiava em mim, ele tinha certeza que estava traindo ele, ele chegava do trabalho e me mandava tomar banho pois achava que eu tinha saído com alguém, me dopava de manhã me dava meus calmantes pela manhã pra que eu ficasse dormindo durante o dia, não me deixava sair de casa, nem ter amigos, e olhar sempre pra frente nunca para os lados, nunca me levava pra sair pois tinha muito ciumes de mim, ate dos meus irmãos em fim acabei enlouquecendo, tentei me matar por varias vezes, pois assim como ele eu era obcecada por ele e implorava pra ele não me deixar mesmo sabendo que ele me fazia mal, me batia, quebrou meu computador, e mesmo assim eu queria estar com ele, eu não sentia ciumes pois sempre me falou as vezes que me traiu, comecei a me cortar, a tentar me matar pois ele era ruim pra mim eu não conseguia ficar sem ele, era como uma auto-flagelação, quanto mas ele me machucava mas eu queria estar com ele, ele me enlouqueceu, fui internada duas vezes pois ele havia me deixado, eu não me amava, precisava dele, parece ate horrível de falar mas não sei por que disso, como pode uma pessoa amar alguém tão mal, como eu poderia me jogar aos pés dele e implorar pra ele ficar comigo, ele me dizia que eu era um vicio na vida dele na qual ele não conseguia ficar sem, hoje já estou a quase 3 meses sem vê-lo tenho feito terapia, tomando calmantes, anti-pisicóticos, já passei por 5 psiquiatras e um dele me disse que eu tinha Boderline, eu sai do controle, falava que ia mata-lo, que ia me matar, eu gritava era uma coisa horrível!! hoje vivo deprimida ligando pro celular dele, seguido ele no Facebook, isso ta me matando!! quando contei a ele como foi minha infância ele usava isso contra mim!